Discutir, criticar e defender ideais políticos, econômicos, científicos, sociais e, principalmente, religiosos tem sido o objetivo da maioria das pessoas atualmente, mas sempre falta algo. Há alguns meses li um artigo da coluna de Stephen Kanitz* na Veja que me fez parar para pensar e que vale a pena citar aqui nesse blog. É importante ressaltar que não possuo a matéria em mãos e nem o endereço do site, ou seja, o texto será escrito 100% por mim mas com alguns conceitos lidos no artigo.
Vivendo em uma época de lutas de interesses políticos, parcerias que se fazem e desfazem deacordo com a conveniência e momentos de religião extrema onde "se mata em nome de Deus", a idéia de comunidade, humanidade e união de tribos se perde em meio a tanta gana, ódio e fanatismo. Como disse José Saramago em uma entrevista que vi recentemente no You Tube, "será que os homens não percebem que matando em nome de Deus estão fazendo dele um assassino?".
Católicos acreditam no purgatório e no paraíso após a morte, evangélicos acreditam que a alma volta para Deus uma única vez, mulçumanos acreditam que alcançarão o paraíso matando os inimigos de Maomé na terra, espíritas acreditam em diversos planos de reencarnação e cientistas não acreditam em Deus.
A religião vem desempenhando um papel bastante importante na vida de muitos. É completamente aceitável que discussões façam parte do dia a dia a partir do momento que complementem e adicionem informações saudáveis para o desenvolvimento da humanidade. Porém, esse limite entre a discussão com "fins inteligentes" e o fanatismo competitivo deve ser respeitado e não ultrapassado.
Tendo em vista uma sociedade que se preocupa com a vida tanto quanto se preocupa com a morte, essa competição de egos religiosos deve ser aposentada. Cada um desempenha um importante papel colaborativo aqui na terra. Não importa onde e não importa quando. Somos feitos de genes, DNAs, essências, caráteres, valores, atitudes e sonhos.
Independentemente de crenças, situação econômica, posição social e, principalmente, religião somos seres humanos que compõem o planeta terra. Independentemente de quando e como você deixará a sua jornada por aqui, saiba que seus valores, suas atitudes e seus ensinamentos ficarão para seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos... Independentemente se você acredita em Deus, se acredita em Maomé, se acredita na ciência ou se acredita nos três, estamos todos ligados por um senso comunitário de dependência.
Sim, se analisarmos por esses aspectos, com certeza há vida após a morte. Essa vida se concretiza nos seus genes que estão sendo deixados por aqui como seus filhos e nada impede que algum dia, no futuro, esses seus genes se misturem com outras raças, outras crenças e outros pensamentos. Aí está o encanto da vida. Somos uma unidade e nem nos damos contas disso!
Pare para pensar. Pensar em seus sonhos. Pensar no que você deixará por aqui. Pensar em suas prioridades. Analise problemas e veja novas soluções que não agridam (de maneira alguma) seus irmãos. Não sacrifique o longo prazo por causa do curto prazo.
Devemos agir como uma família querendo o bem para o vizinho da frente, do lado, de trás e do outro lado também. Claro que há sempre interesse em tudo que fazemos mas acredito que existam interesses legítimos que extrapolam o ganho financeiro, o reconhecimento público, tais como os que estão ligados aos prazeres de contribuir para o bem estar e saúde do outro. Sejamos "dignos de nossos dons" pois é na insignificãncia que se conquista os gandes significados e é nos detalhes que se completa os grandes espetáculos.
Pense na sua vida, nos seus ganhos e nas suas perdas. Pense em tudo que te fez ser o que és hoje, tudo o que já passou para desenvolver seus valores e repasse para os outros através de exemplos. Não é a dor que nos muda mas a utilização inteligente dessa dor que fazemos ao longo da vida. Pensemos como irmãos, ajamos como irmãos e tudo ficará mais leve num mundo pesado e dinâmico como o de hoje. Um sorriso pode fazer a diferença.
Tatiana Lelis - 02/10/08
*STEPHEN KANITZ,
consultor de
empresas e conferencista que já realizou mais de 500 palestras nos
últimos 10 anos. Mestre em Administração de Empresas pela
Harvard
University, foi professor
Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
da Universidade de São
Paulo.